Cotas nas universidades é uma maneira de:

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A discriminação racial e seus reflexos no processo de ensino e aprendizagem

O AMBIENTE ESCOLAR E O RACISMO
O documento intitulado Parâmetros Curriculares Nacionais introduziu a temática denominada Pluralidade Cultural para abordar entre outros aspectos, uma crítica às relações sociais discriminatórias e excludentes que permeiam a sociedade brasileira, provendo assim, uma discussão as práticas racistas dentro da sala de aula.
Um trabalho tendo em vista o estudo desta temática tem como responsabilidade apresentar aos alunos a caracterização do Brasil em toda sua diversidade, as relações possíveis nesta soeciedade, bem como os problemas sociais vividos e as transformações cabíveis para uma vida melhor para todos que aqui vivem. Isso porque,
Considerar a diversidade não significa negar a existência de características comuns, nem a possibilidade de constituirmos uma nação, ou mesmo a existência de uma dimensão universal do ser humano. Pluralidade Cultural quer dizer a afirmação da diversidade como traço fundamental na construção de uma identidade nacional que se põe e repõe permanentemente, e o fato de que a humanidade de todos se manifesta em formas concretas e diversas de ser humano. (PCN, 2001, p. 16)
Trata-se de uma discussão que, no meio escolar, valoriza as questões éticas, na medida em que os alunos conhecem os valores de sua cultura e de outras culturas, tão diferentes da sua e isso promove a necessidade de respeito pelos outrosque só é possível alcançar quando se tem a conscientização da pluralidade cultural que faz parte do cenário brasileiro.
No estudo sobre Pluralidade Cultural, dois assuntos merecem maior destaque: desigualdade social e discirminação, pois trata-se de dois aspectos que promoveram e ainda promovem a exclusão social tão marcada em nossa sociedade, impedindo a todas as pessoas do país de terem os mesmos direitos e as mesmas oportunidades.
Ambas, desigualdade social e discriminação, se articulam no que se convencionou denominar “exclusão social”: impossibilidade de acesso aos bens materiais e culturais produzidos pela sociedade, e de participação na gestão coletiva do espaço público — pressuposto da democracia. Por esse motivo, já se disse que, na prática, o Brasil não é uma sociedade regida por direitos, mas por privilégios. Os privilégios, por sua vez, assentam-se em discriminações e preconceitos de todo tipo: socioeconômico, étnico e cultural. Em outras palavras, dominação, exploração e exclusão interagem; a discriminação é resultado e instrumento desse complexo de relações. (PCN, 2001, p. 19)
Contudo, embora o Brasil seja um país marcado por tantos problemas oriundos da diversidade cultural, muitas experiências apresentadas cotidianamente nos sugerem uma esperança na valorização das diferenças, na medida em que também tentamos viver nesse mundo nos conhecendo e conhecendo os outros. Por isso consideramos imprescindível o trabalho com a Pluralidade Cultural na sala de aula, pois a discussão dessa temática pode levar as pessoas a um reconhecimento do mundo em que vive, suas caracterizações, problemas e transformações, pois são esses conhecimentos que nos abrem caminho para a cidadania. 

Diferenças e preconceitos na escola
É notável que, embora reconheçamos a diversidade do nosso país, fazemos parte de uma sociedade que, de verdade, não conhece o Brasil de fato, pois sempre que tentamos definir os povos que fazem parte do território brasileiro nos utilizamos de estereótipos que descaracterizam a cultura dos mesmos.
Por não conhecer o país, não entender a sua história e todos os problemas vividos aqui, ao longo da colonização, sempre tivemos muito receio de lidar com este tema publicamente e é por isso que muitos professores se mostram, hoje, incapazes de lidar com temáticas como o racismo em sala de aula. Contudo, práticas racistas existem diariamente nas escolas. Consciente ou não, alunos, professores, funcionários se vêem em situações preconceituosas.
Embora trata-se de uma tarefa difícil é responsabilidade da sociedade, de uma forma geral, transformar as pessoas, diminuir as práticas racistas, superar o preconceito, construir e preservar valores que envolvam o respeito entre as pessoas, estabelecer as possíveis relações em meio as diferenças e todo esse processo também passa pela escola, pois como instituição que faz parte da sociedade, ela vive as práticas de discriminação e de desigualdade que promovem a exclusão das pessoas.
Mudar mentalidades, superar o preconceito e combater atitudes discriminatórias são finalidades que envolvem lidar com valores de reconhecimento e respeito mútuo, o que é tarefapara a sociedade como um todo. A escola tem um papel crucial a desempenhar nesse processo. Em primeiro lugar, porque é o espaço em que pode se dar a convivência entre crianças de origens e nível socioeconômico diferentes, com costumes e dogmas religiosos diferentes daqueles que cada uma conhece, com visões de mundo diversas daquela que compartilha em família. Em segundo, porque é um dos lugares onde são ensinadas as regras do espaço público para o convívio democrático com a diferença. Em terceiro lugar, porque a escola apresenta à criança conhecimentos sistematizados sobre o País e o mundo, e aí a realidade plural de um país como o Brasil fornece subsídios para debates e discussões em torno de questões sociais. A criança na escola convive com a diversidade e poderá aprender com ela. (PCN, 2001, p.21)
Contudo, frequentemente, vemos que a escola, quando trata da caracterização do país e do reconhecimento de sua cultura apresenta uma série de equívocos disseminando ainda mais o preconceito. Os conteúdos abordados e apresentados aos alunos privilegiam uma única forma de cultura, a forma aceitável de ser no mundo.
O Brasil é um país rico em diversidade cultural, negros, brancos, europeus, asiáticos entre outros, vivem numa sociedade heterogênea onde poderia existir um grande intercambio cultural. Infelizmente na maioria dos casos isso acaba não ocorrendo, na verdade o que acontece é uma segregação daqueles ditos diferentes e isso vai total mente contra os princípios democráticos (CARONE, 1998, p. 174).
Na escola por sua vez, isso não é diferente, a tão sonhada igualdade também não ocorre já que desde o inicio a escola é considerada uma instituição seletista que aplica em sua prática um caráter totalmente elitista (ITANI, 1998, p. 120). Isso acaba refletindo em uma sociedade igualmente seletiva, cheia de preconceitos, seja ela entre brancos e negros, heterossexuais e homossexuais, cristãos e muçulmanos entre outros.
A questão agora é como acabar ou ao menos diminuir as práticas racistas na escola:
O PCN- Pluralidade cultural deixa clara a necessidade de abordar esse tema; todavia, a grande questão é como fazê-lo sem ampliar os processos discriminatórios em nossa sociedade. É preciso muito debate, esclarecimento, denúncia e pesquisa. Desde 1988, discriminação racial é crime. Mas como comprovar isso, se não temos claro em nossa sociedade o que é discriminação racial? Algumas vezes, o que pode parecer uma simples brincadeira é, sem dúvidas um crime (SOUZA, 2001, p. 58).
Portanto o PCN deve seguir a legislação nacional:
Os Parâmetros Curriculares Nacionais são orientados de acordo com os princípios constitucionais de dignidade e igualdade de direitos, participação e responsabilidade pela vida social. Foram difundidos aos professores do Ensino Médio e Fundamental no ano de 1997, data de sua publicação, com o objetivo essencial de oportunizar a discussão em sala de aula acerca de questões sociais, tais como, Ética, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Orientação Sexual de forma integrada e inovadora aos conteúdos curriculares, numa perspectiva de educação para cidadania (SOUZA, MOTTA, 2002, p. 45-46)
Seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais podemos citar alguns exemplos de práticas cotidianas docente para o melhor desenvolvimento em uma sala de aula com grande diversidade:
Conhecer e valorizar a pluralidade étnocultural brasileira; valorizar as várias culturas presentes em nosso país; reconhecer as qualidades de cada cultura, valorizando-as criticamente; repudiar todo tipo de discriminação seja ela de ordem religiosa, étnica, sexual, entre outras; valorizar um convívio pacifico e criativo entre os diferentes; por fim compreender a desigualdade como um problema social passível de mudanças (SOUZA, MOTTA, 2002, p. 46).
Também são necessárias algumas mudanças no cenário escolar para que se reverta esse perverso quadro de discriminação racial na escola:
Uma formação continuada de professores numa perspectiva “afrocentrada”; a retirada de material de conteúdo racista do acervo das escolas e a criação de um núcleo específico na secretaria da educação a fim de trabalhar sobre o assunto do ensino de história afro-brasileira (SOUZA, MOTTA, 2002, p. 47-48).
O ensino de história afro-brasileira já é uma realidade segundo a legislação, devendo ser utilizado com o fim de unir todas as raças numa só.


Fonte:http://monografias.brasilescola.com/pedagogia/a-discriminacao-racial-seus-reflexos-no-processo-ensino.htm

Demétrio Magnoli - O pensamento racista e a discriminação racial



RESENHA DO GRUPO PRECONCEITO RACIAL:
O preconceito racial é uma forma de exclusão social bastante comum no mundo, Devemos observar que o Brasil, apesar de ser um país com população em sua maioria negro ou afro descendente, o racismo é uma prática muito frequente, o que nos leva a pensar em qual seria o verdadeiro motivo para tamanha discriminação. Os antecedentes históricos mundiais podem ser considerados como prova de que o negro sempre foi discriminado em todos os aspectos, não tinham, por exemplo, direito à escola e até a lei do ventre livre ser decretada, não tinham direito nem sobre seus filhos, pois, esses na hora do nascimento eram considerados propriedades dos senhores, como eram chamados os homens de pele branca que tinham condições financeiras de manter sobre seu poder vários escravos e quanto maior a quantidade maior seria o seu prestígio na sociedade. O preconceito racial está espalhado por toda parte do país seja na rua,escola,trabalho, em qualquer lugar sempre haverá alguém com seu preconceito.
O reconhecimento da prática do racismo como crime é uma das expressões da decisão da sociedade brasileira de superar a herança persistente da escravidão.  Por isso, consideramos que devemos ter união e coragem para lutar, conquistar a real igualdade de direitos e isso só pode ocorrer quando há uma mudança de postura, ou seja, quando as pessoas passam a ter a consciência de suas verdadeiras histórias. É preciso que os negros sejam vistos e tratados como pessoas comuns e normais que são, e não como inferiores aos brancos. Esse é apenas o primeiro passo para à sociedade se tornar menos preconceituosa.
20 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra.
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Linguística aplicada ao ensino de línguas.

Ensino de línguas na escola?




A uma grande pergunta fundante que queremos considerar neste post é: por que o brasileiro não sai da escola falando as línguas nela ofertadas? A resposta que ofereço é que não sai da escola falando essas línguas porque a escola brasileira falha. Ela nunca teve prática nacional forte e massiva de uso das línguas-alvo nas aulas e a pouca experiência nesse sentido retomada nos anos 70 depois da bandeira oficial do método direto dos anos 30 se debilitou continuamente desde os anos 80 do século passado. Os professores de línguas nas escolas são não nativos com competência comunicativa baixa e restrita nas línguas em que foram certificados pelas universidades para ensinar. Nelas, as licenciaturas agonizam, sem políticas sérias. Não há políticas gerais proativas a longo prazo, não há exames nacionais estimulantes, desconhecemos supervisão específica nas escolas, não há carreira estimulante, os salários são inomináveis  e inexiste um currículo nacional.

Mas temos alguns bons traços também: somos flexíveis, relativamente tolerantes, criativos, adotamos novidades sem pestanejar, nossa cultura é diversa e otimista, temos admiração por estrangeiros, nosso idioma nacional tem um leque de recursos naturais que ajuda a suave aquisição de novas línguas.Nossos humilhantes resultados nas línguas estudadas (às vezes por sete anos ou mais na escola) não são decorrências de métodos ruins e materiais equivocados. Eles têm mazelas, sim, mas só podem ser responsabilizados em parte menor pelo fracasso generalizado. Os outros pontos levantados acima merecem maior destaque na análise da cena brasileira de ensino escolar de línguas.

Diante dos resultados e da incapacidade de se pensar algo fácil como solução pelos partidos políticos aos quais estão confiados os arremedos de medidas políticas que temos merecido, pergunta-se também por que é preciso procurar salvação nos cursos particulares do idioma? Primeiro, porque as escolas de línguas nunca abandonaram o uso da língua nas salas e continuaram a exigir competência de uso da língua-alvo para contratações de seus professores. A importantíssima outra metade da competência profissional não lhes importa muito. Em segundo lugar, porque a escola regular não assumiu essa tarefa, porque a escola não tem metas, os estados não têm metas e o País não tem metas para a experiência de adquirir novas línguas como parte da educação. Ao não enfrentar o desafio, não prepara seus professores, não prepara os alunos para aprender com crescente autonomia e não cria condições para incentivar a proficiência nas línguas escolhidas demonstrando ainda pouca visão estratégica para o crescimento do país. No quesito visão míope, não há igualmente política para alavancar o ensino de Português a falantes de outras línguas que crescentemente mostram interesse pelo idioma e pela cultura nacional no cenário mundial.

O sistema escolar prevê o início da aprendizagem de línguas geralmente ao redor dos 10 anos. Para estar melhor em um mundo que anda na pista expressa das práticas digitais iniciadas mais cedo e que aproxima povos e pessoas de outros lugares do planeta, poderíamos começar mais cedo se tivéssemos boas condições. A tendência de começar mais cedo pode aproveitar melhor algumas boas condições internas de aquisição das crianças e pré-adolescentes. Enquanto isso não acontece você sabe muito bem o que acontece!

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Trabalho de Comunicação e Expressão Parte 2

Pluralidade Cultural.


Justificativa
A pluralidade Cultural  é um tema especialmente importante. O desafio é respeitar os diferentes grupos e culturas que compõem o mosaico étnico brasileiro, incentivando o convívio dos diversos grupos e fazer dessa característica um fator de enriquecimento cultural.


Metodologia
Usando a internet como ferramenta fundamental, estamos elevando o nosso conhecimento Linguístico, Interacional, Enciclopédico e o Nosso Conhecimento de Mundo.

Objetivo
O objetivo é compreender os valores presentes na sociedade, Reconhecer a diversidade como direito de todos, Repudiando toda a forma de Descriminação. Temos como foco principal a Pluralidade Cultural, delimitando o tema para Racial.

Entenda: 
" Preconceito é uma maneira de discriminar considerando características de um indivíduo ou grupo de pessoas, de acordo com atitudes, hábitos e tradições destes.
Normalmente o preconceito ocorre em grupos de pessoas que simbolizam a minoria ou grupos que apresentam alguma condição de diferença, principalmente economicamente. O preconceito ocorre na maioria das vezes em pequenos grupos, considerados as mulheres, negros e homossexuais os mais atingidos, sendo estes muitas vezes desqualificados devido à imposição pela sociedade.
Infelizmente, a discriminação ainda é um dos maiores problemas sociais existentes no mundo todo, sendo que as pessoas ou grupos são explorados e oprimidos de certa forma pela sociedade, e consequentemente sofrem pela falta de oportunidades. Dentre as discriminações existentes, o preconceito racial existe desde o tempo da escravidão e seu conceito era utilizado para justificar o domínio de certos grupos sobre outros.
Apesar da evolução humana, este tipo de preconceito sempre existiu e abrange o mundo todo sendo que as pessoas acabam sendo julgadas não pelo seu caráter, mas sim, pela sua raça.
Em geral, a população deve ter em mente que estas pessoas discriminadas também são humanas e têm sentimentos como todas as outras. Com certeza, alterações sociais são as formas mais eficazes de combater o preconceito."



 Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/20863/o-preconceito-nos-dias-atuais#!1



Persiste o desafio de diminuir o preconceito

"Onda de diversidade reduz a desigualdade racial nas empresas, mas não o preconceito
São pelo menos dois os funis que distanciam quem não é branco do mercado de trabalho: primeiro, o preconceito de cor ou de raça. E, segundo, a desigualdade de oportunidades que surge como consequência dessa barreira cultural. Apesar de o cenário estar melhorando no meio empresarial - muito por causa da onda de diversidade que toma conta das organizações -, negros, pardos, mulatos, indígenas e amarelos ainda colecionam histórias de discriminação no ambiente profissional, seja no momento do recrutamento ou na hora de ganhar uma promoção.
Um levantamento recente do IBGE confirma o panorama: 71% dos 15 mil entrevistados - sendo 49% brancos e 51% de outras etnias - apontaram o mercado de trabalho como a área mais influenciada por características de cor ou raça. Conclusão reforçada pela quinta edição da pesquisa "Perfil social, racial e de gênero das 500 maiores empresas do Brasil", realizada junto a 623 mil profissionais pelo Instituto Ethos, em parceria com o Ibope Inteligência. Entre os dados mais representativos do estudo - divulgado em novembro do ano passado - está o que destaca o número de negros que ocupam cargos de direção nas empresas: apenas 5,3%, contra 93,3% de brancos.
Essa participação dos negros cresceu, na comparação com os 2,6% apurados na primeira edição da pesquisa, em 2001. Isso, segundo Paulo Itacarambi, vice-presidente do Ethos, por conta de um esforço conjunto das empresas em tratar o assunto com mais naturalidade. Mas, acrescenta ele, esse esforço precisa ser ampliado em larga escala:
- A taxa dobrou, mas ainda é pouco. A dificuldade para pessoas com deficiência e homossexuais é grande, mas para os negros é muito maior. E uma das respostas para isso é serem os principais atingidos pelo déficit educacional do país. Se já é complicado entrar no mercado, imagine chegar a um cargo de destaque em uma grande empresa - diz Itacarambi, ressaltando que o objetivo da pesquisa não é verificar se existe desigualdade, mas sim estimular as organizações a trabalharem melhor o tema. - Não basta praticar o discurso da diversidade, até porque pode existir desigualdade dentro dela. O objetivo a perseguir é o da equidade, ou seja, o da igualdade de condições. "

Fonte: http://blogdocelsojardim.blogspot.com.br/2011/08/persiste-o-desafio-de-diminuir-o.html


ENTREVISTA:
 Concedida por Joaquim Barbosa: Brasil não está preparado para um presidente negro
Destacamos algumas perguntas da entrevista:
"1)  O Brasil está preparado para um presidente da República negro?
 Não. Porque acho que ainda há bolsões de intolerância muito fortes e não declarados no Brasil. No momento em que um candidato negro se apresente, esses bolsões se insurgirão de maneira violenta contra esse candidato. Já há sinais disso na mídia.

2) Os negros são uma força emergente. Antes, faziam sucesso só nas artes e no futebol, mas, agora, eles estão se preparando para chegar nos postos de comando e sucesso em todas as áreas. Como a sociedade brasileira vai reagir?
Ainda não vejo essa ascensão dos negros como algo muito significativo. Há muito caminho pela frente. Ainda há setores em que os negros são completamente excluídos.

3) Como o Brasil supera isso?
Discutindo abertamente o problema. Não vejo nos meios de comunicação brasileiros uma discussão consistente e regular sobre essas questões.

4) Como superar a desigualdade racial, mantendo o que de melhor temos?
O que de melhor nós temos é a convivência amistosa superficial, mas, no momento em que o negro aspira a uma posição de comando, a intolerância aparece.

5)Como o senhor sentiu no carnaval tantas pessoas com a máscara do seu rosto?
Foi simpático, mas, nas estruturas sociais brasileiras, isso não traz mudanças. Reforça certos clichês.

6) Reforça? Por quê
Carnaval, samba, futebol. Os brasileiros se sentem confortáveis em associar os negros a essas atividades, mas há uma parcela, espero que pequena da sociedade, que não se sente confortável com um negro em outras posições.

7) O senhor foi discriminado no Itamaraty?
Discriminado eu sempre fui em todos os trabalhos, do momento em que comecei a galgar escalões. Nunca dei bola. Aprendi a conviver com isso e superar. O Itamaraty é uma das instituições mais discriminatórias do Brasil.

8) O senhor não passou no concurso?
Passei nas provas escritas, fui eliminado numa entrevista, algo que existia para eliminar indesejados. Sim, fui discriminado, mas me prestaram um favor. Todos os diplomatas gostariam de estar na posição que eu estou. Todos."

Veja a entrevista completa que fala sobre política e descriminação no site abaixo:
Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/joaquim-barbosa-brasil-nao-esta-preparado-para-um-presidente-negro-9224636






segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Trabalho de Comunicação e Expressão Parte 1

Introdução:
A Pluralidade Cultural são diferenças culturais que existem entre o ser humano. Há vários tipos, tais como: a Linguagem, dança, Vestuário, Religião, Raças, Orientação Sexual, Classe Social. O termo Pluralidade diz respeito à variedade e convivência de idéias, características ou elementos diferentes entre si, em determinado assunto, situação ou ambiente.